
Você já sentiu aquele frio na espinha ao ler notícias sobre o caso Jeffrey Epstein? É impossível ficar indiferente. O bilionário, as ilhas paradisíacas, as mansões e, no centro de tudo, um esquema terrível de abuso de menores envolvendo nomes poderosos. A morte dele na prisão, cercada de perguntas sem respostas, parece roteiro de filme de suspense.
Mas, se você parou para ler este texto, eu te convido a dar um passo atrás. Não vamos falar de fofocas de celebridades ou teorias da conspiração. O que eu quero propor aqui é um “bate-papo” mais profundo: o que esse caso revela sobre uma civilização que decidiu viver como se Deus não existisse?
Para nós, cristãos, o caso Epstein não deve ser combustível para curiosidade mórbida, mas sim um alerta urgente. É quase como uma parábola da Babilônia moderna.

1. Quando o Sistema se Curva ao Poder
A primeira coisa que salta aos olhos é como o dinheiro e a influência conseguem, muitas vezes, “entortar” a régua da justiça. A Bíblia é muito clara sobre isso: tratar as pessoas com parcialidade não é apenas um erro administrativo, é pecado.
Lá em Tiago 2:1-4, o apóstolo já nos advertia contra a acepção de pessoas. No caso de Epstein, o acordo feito lá em 2008 foi o retrato de instituições que perderam o temor a Deus. Quando o foco deixa de ser a justiça e passa a ser o “gerenciamento de reputações”, as vítimas são esquecidas e os poderosos são blindados. Precisamos orar para que nossas instituições sejam livres dessa justiça seletiva.

2. Pessoas não são Mercadorias
Se mergulharmos no capítulo 18 de Apocalipse, encontramos uma descrição perturbadora da Babilônia. O texto lista mercadorias de luxo: ouro, seda, especiarias… e termina a lista com algo terrível: “corpos e almas de seres humanos” (Ap 18:13).
O que aconteceu naquelas ilhas foi exatamente isso. Quando uma cultura elege a riqueza e o prazer como seus deuses, o ser humano deixa de ser imagem e semelhança de Deus para se tornar um objeto descartável. O corpo vira mercadoria; a dignidade vira moeda de troca.

3. O Antídoto: O Cristianismo como Contracultura
Nesse cenário sombrio, a nossa fé surge como o único remédio real. Enquanto o mundo coisifica as pessoas, o Evangelho nos lembra que:
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O corpo é sagrado: Paulo nos diz em 1 Coríntios 6:19-20 que nosso corpo é santuário do Espírito Santo. Ele deve ser honrado, não comercializado.
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As crianças são prioridade: Jesus foi enfático em Mateus 18:6 sobre a gravidade de escandalizar ou ferir um pequeno.
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Poder é serviço: Ao contrário dos “donos do mundo”, Cristo nos ensinou que quem quiser ser o maior, deve ser aquele que serve (Marcos 10:42-45).

4. O Chamado: “Saia dela, povo meu”
O caso Epstein é um lembrete de que a maldade nas estruturas de poder não é apenas política ou psicológica; ela tem uma raiz espiritual. O egoísmo, a luxúria e o orgulho formam a anatomia da idolatria moderna.
Mas há uma esperança que brilha mais forte: a Babilônia vai cair. A Bíblia garante que sistemas baseados na injustiça têm prazo de validade. O chamado de Deus para nós hoje é: “Saia dela, povo meu” (Apocalipse 18:4). Sair não significa morar em uma caverna, mas sim recusar-se a normalizar o que destrói o próximo. Significa não participar desse “espírito do mundo” onde tudo tem preço e nada tem valor.
Para refletirmos hoje:
Diante de tanta escuridão, que tipo de luz seremos? O convite é para o autoexame (Mateus 7:3-5) e para uma caminhada firme na verdade que liberta (João 8:32). Que Deus nos dê coragem para lutar pelo que é justo e para nunca perdermos a capacidade de nos indignar com a maldade, protegendo sempre os vulneráveis.
Gostou dessa reflexão? Compartilhe com alguém que precisa de uma visão bíblica sobre os acontecimentos do mundo. Vamos juntos buscar a vontade de Deus aqui na terra!
Deus abençoe você!
