
Olá, Queridos irmãos do Palavra Viva!
Você já parou para pensar por que histórias de mundos paralelos, monstros sombrios e heróis improváveis nos prendem tanto? Recentemente, o mundo parou para acompanhar o desfecho de Stranger Things, um fenômeno da Netflix. Mas, antes de mergulharmos na análise, quero abrir um parêntese especial: escrevo este artigo em homenagem ao meu filho Pedro, que, como milhares de outros adolescentes e adultos, é um grande fã desta série. Foi através desse olhar atento das novas gerações que decidi trazer essa reflexão para nós.
Para além da nostalgia dos anos 80 e dos sustos com os Demogorgons, existe algo profundo que nós, cristãos, podemos extrair dessa narrativa. Afinal, como devemos nos relacionar com a cultura?

A Cultura como Espelho do Coração
Muitas vezes, pensamos que filmes e séries são “apenas entretenimento”. No entanto, a cultura nunca é neutra. Ela expressa como o mundo pensa, sente e enxerga a realidade. Como vemos em Romanos 1, Deus se revela na criação, mas o ser humano, por causa do pecado, acaba distorcendo essa verdade.
Mesmo em uma obra de ficção científica, os roteiristas não conseguem fugir da “Grande Narrativa” que Deus escreveu no coração humano: Criação, Queda, Redenção e Consumação. Tudo começa em paz, o mal surge para corromper, um salvador se levanta para lutar e todos ansiamos por um final onde a justiça prevaleça.

O “Mundo Invertido” e a Realidade da Queda
Um dos conceitos centrais da série é o Upside Down (Mundo Invertido). Para nós, essa é uma metáfora poderosa da queda descrita em Gênesis 3. Vivemos em um mundo que, embora criado por Deus, está “invertido” e quebrado pelo pecado. É um lugar sombrio, sob a influência de forças espirituais malignas.
Quando vemos os jovens de Hawkins enfrentando perigos invisíveis, lembramos de Efésios 6:12: “nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra principados e potestades“. A série retrata com precisão essa sensação de que algo está errado com o mundo e que precisamos de socorro.

Messias Falhos e a Busca pelo Redentor
A personagem Eleven (Onze) surge como uma figura messiânica: ela possui poder, sofre e se sacrifica para salvar seus amigos. Essa sede por um salvador que vemos no cinema revela o desejo intrínseco de cada ser humano por Cristo.
A diferença crucial é que Eleven é uma salvadora falha e limitada. Ela aponta para uma necessidade que só o verdadeiro Messias, Jesus Cristo, pode suprir plenamente. Enquanto a série oferece uma redenção parcial, o Evangelho nos oferece uma salvação eterna e a promessa de que Deus fará novas todas as coisas.

O Desafio do Discernimento: Como assistir?
Sabemos que nem tudo são flores. A série traz desafios reais, como violência gráfica, linguagem pesada e agendas culturais que conflitam com os valores bíblicos. Diante disso, como o cristão deve agir?
O caminho não precisa ser o legalismo de “proibir tudo”, nem o descuido de “aceitar tudo”. O segredo está no discernimento espiritual. Eu costumo sugerir a “permissão crítica”:
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Se você ou seus filhos assistem a algo, usem isso como uma oportunidade de mentoria.
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Façam o “filtro do Evangelho”: onde o mal está sendo exposto? Onde a amizade e o sacrifício brilham?
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Como posso usar esse tema para iniciar uma conversa sobre fé com quem não conhece a Jesus?
Uma Ponte para o Evangelho
Stranger Things nos lembra que a amizade, a coragem e a união são valiosas. Assistir a essas histórias ao lado de quem amamos, nos dá a chance de sermos guias para a próxima geração, ensinando-os a filtrar o mundo através das Escrituras.
A cultura pode até tentar explicar o mal através da ciência ou da psicologia, mas nós sabemos que a resposta final está na Cruz. A série pode ter terminado, mas a nossa missão de iluminar este “mundo invertido” com a luz de Cristo continua todos os dias.
E aí, gostou dessa reflexão? No Palavra Viva, queremos ajudar você a enxergar a vida com os olhos da fé. Deixe seu comentário: como você e sua família lidam com o que assistem na TV?
Deus abençoe você e sua família!
